| Encadernação | Capa Mole |
|---|---|
| Idioma | Português |
| Lançamento | 05.2026 |
| Páginas | 220 |
ISBN
Neste romance de grande densidade moral e rara inteligência literária, D. H. Machado acompanha um homem que regressa aos papéis do pai e descobre, no interior de um arquivo doméstico, não apenas uma história de família, mas uma linhagem política e verbal que atravessa o século XX e chega intacta ao presente. O que começa como uma investigação íntima depressa se transforma numa descida às zonas obscuras da relação entre linguagem e poder, império e responsabilidade, memória privada e violência histórica. Entre Teerão, Beirute, o Iraque, Gaza e o peso persistente do arquivo britânico no Médio Oriente, o romance interroga o modo como os Estados aprendem a falar da destruição sem a nomear por inteiro, e como essa prudência verbal se transmite, por vezes, de pais para filhos, de impérios para democracias, de documentos para consciências.
Mais do que um romance político, este é um livro sobre a gramática moral do nosso tempo. Com uma prosa lúcida, elegante e profundamente inquietante, D. H. Machado escreve um romance de revelação e exactidão, em que o passado não surge como uma ruína imóvel, mas como um mecanismo ainda activo no presente. Um livro sobre o que herdamos sem saber, sobre o que os arquivos escondem ao mesmo tempo que revelam, e sobre a possibilidade, sempre frágil, sempre necessária, de responder pela linguagem antes que ela volte a servir a destruição.
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